A ação de graças após a Comunhão e a história do jumento de quatro patas - Altair Fonseca
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A ação de graças após a Comunhão e a história do jumento de quatro patas

Para nós católicos, a Igreja ensina que após receber a Sagrada Comunhão, presença real de Jesus: corpo, sangue, alma e divindade; o próprio Senhor está substancialmente presente em nós. Essa presença dura até que nosso organismo consuma as espécies do trigo, o que pode levar cerca de 15 minutos. Depois disso, Jesus passa a estar em nossa alma pela ação do Espírito Santo e de Sua graça. Você e eu precisamos saber mais sobre o que é e qual a importância da ação de graças após a Comunhão.

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A ação de graças após a Comunhão

Este momento especial em que Cristo está substancialmente no nosso corpo deve ser vivido com toda a profundidade e reverência. Na Ação de Graças podemos e devemos orar pela Igreja, pelas necessidades, intenções e saúde do Papa e de nossos bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, coordenadores de comunidades, missionários, catequistas, vocações sacerdotais e religiosas, etc.

É um momento único e privilegiado, no qual podemos suplicar a Jesus, pelo Seu Sacrifício, o sufrágio das almas do Purgatório (dizendo-Lhe os nomes). Lembramos também de cada pessoa de nossa família e de todos os que se recomendaram às nossas orações e por todos aqueles por quem somos mais obrigados a rezar. E supliquemos a Jesus todas as graças necessárias para podermos cumprir bem a missão que Ele nos deu nesse mundo, seja familiar, profissional ou apostólica. É também o momento de nossa cura interior, pelo Sangue de Jesus.

Como não louvar, bendizer e adorar nosso Senhor Jesus Cristo neste momento tão sublime?

Ensinamentos de São Pedro Julião Eymard, o Apóstolo da Eucaristia

São Pedro Julião Eymard foi um sacerdote francês, fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, e é conhecido como o Apóstolo da Eucaristia. Em seu livro Flores da Eucaristia, nos ensina a importância da Ação de Graças. A seguir, transcrevo alguns de seus ensinamentos para que possamos meditar.

São Pedro Julião Eymard
São Pedro Julião Eymard

“O momento mais solene de vossa vida é o da Ação de Graças, em que possuis o Rei da Terra de do Céu, vosso Salvador e Juiz, disposto a vos conceder tudo o que Lhe pedirdes”.

“Consagrai à Ação de Graças meia hora se for possível, ou, pelo menos, um rigoroso quarto de hora (15 minutos). Dareis prova de não ter coração e de não saber apreciar devidamente o que é a Comunhão, se, após haver recebido Nosso Senhor, nada sentísseis e não Lhe soubésseis agradecer”.

“Nosso Senhor permanece pouco tempo em nossos corações, após a Santa Comunhão, porém os efeitos de Sua Presença se prolongam. As santas espécies são como que um invólucro, o qual se rompe e desaparece para que o remédio produza seus salutares efeitos no organismo. A alma se torna então como um vaso que recebeu um perfume precioso”.

“A Ação de Graças é de imprescindível necessidade, a fim de evitar que a Santa Comunhão degenere num simples hábito piedoso”.

“Deixai, se quiserdes, que a Santa Hóstia permaneça um momento sobre a vossa língua a fim de que Jesus, verdade e santidade, a purifique e santifique. Introduza-a depois em vosso peito, no trono do vosso coração, e, adorando em silêncio, começai a Ação de Graças”.

No momento da Ação de Graças
No momento da Ação de Graças

“Adorai Jesus sobre o trono de vosso coração, apoiando-vos sobre o Dele, ardente de amor. Exaltai-Lhe o poder… proclamai-o Senhor vosso, confessai–vos ser feliz servo, disposto a tudo para Lhe dar prazer”.

“Agradeçamos por meio de Maria, pois quando um filho pequeno recebe alguma coisa cabe à mãe agradecer por ele. A Ação de Graças identificada com a de Maria Santíssima será perfeita e bem aceita pelo Coração de Jesus”.

“Agradecei-Lhe a honra que vos fez, o amor que vos testemunhou, e o muito que vos deu nesta Comunhão! Louvai a Sua bondade e o seu amor para convosco, que sois tão pobre, tão imperfeito, tão infiel! Convidai os anjos, os santos, a Imaculada Mãe de Deus para louvá-Lo e agradecer-Lhe por vós. Uni-vos às ações de graças amantes e perfeitas da Santíssima Virgem”.

“Na Ação de Graças de Comunhão, chorai os vossos pecados aos pés de Jesus com Madalena (Jo 12,3), prometei-lhe fidelidade e amor, fazei-Lhe o sacrifício de vossas ações desregradas, de vossa tibieza, de vossa indolência em empreender o que vos custa. Pedi-Lhe a graça de não mais O ofender, professar-Lhe que preferis a morte ao pecado”.

“Pedi-lhe o reinado da santidade em vós, em vossos irmãos, e que a sua caridade abrase todos os corações”.

A história do jumento de quatro patas

Às vezes achamos que sabemos sobre algum assunto e em nossa arrogância, podemos deixar de viver profundamente determinada realidade. Você pode ser poliglota, ter um ou mais diplomas e sabe-se lá quantas especializações, mas, se não se detiver a pensar nas realidades a que as palavras fazem referência, pode acabar fazendo isto que o Padre Paulo Ricardo fazia. Com humildade e senso de humor, o sacerdote fala de suas antigas concepções de ação de graças no vídeo a seguir:

A ação de graças após a Comunhão e a história do jumento de quatro patas

Portanto, nos aproximemos do Senhor e rasguemos nosso coração diante Dele com humildade e confiança. Você e eu não podemos mais viver esse momento tão intenso de qualquer maneira. Que este conteúdo possa nos ajudar a meditar e buscar uma maior intimidade com Jesus na Eucaristia.

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