Você acha bonito ser uma pessoa ocupada e acelerada? São João da Cruz tem um recadinho pra você - Altair Fonseca
A vida acelerada
Inspirações e conselhos

Você acha bonito ser uma pessoa ocupada e acelerada? São João da Cruz tem um recadinho pra você

A vida acelerada de hoje em dia faz com que muitas pessoas estejam sempre ocupadas, pulando de uma tarefa para outra, sempre com coisas a realizar. Quando um trabalho é concluído, chega outro com o prazo “para ontem” e o ciclo se renova, e a sensação de esgotamento só vai aumentando. Quanta gente não tem vivido asfixiada, como se tivesse obrigação de corresponder a expectativas massacrantes em todas as áreas? Se você sente-se assim, o artigo de hoje traz grandes conselhos de São João da Cruz.

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São João da Cruz

Antes dos conselhos, é importante saber quem foi São João da Cruz para que você acolha melhor em seu coração esses ensinamentos valiosos.

São João da Cruz
São João da Cruz

João da Cruz foi um místico, sacerdote e frade carmelita espanhol. Grande reformador da Ordem Carmelita, é considerado, juntamente com Santa Teresa d’Ávila, o fundador dos Carmelitas Descalços. João também é conhecido por suas obras literárias e tanto sua poesia quanto suas investigações sobre o crescimento da alma são consideradas o ápice da literatura mística. João da Cruz foi canonizado em 1726 por Bento XIII e é um dos Doutores da Igreja Católica Apostólica Romana.

Você é uma pessoa acelerada, que quer abraçar o mundo e realizar muitas coisas? O que você lerá a seguir faz parte do Cântico Espiritual, de São João da Cruz, e pode te ajudar:

Conselhos para quem leva uma vida acelerada

“(…) enquanto a alma não chega ao perfeito estado de união de amor, convém exercitar-se no amor tanto na vida ativa como na vida contemplativa; mas, quando a ele chega, não lhe é mais oportuno ocupar-se em obras e exercícios exteriores – sejam mesmo de grande serviço do Senhor – que possam no mínimo ponto impedir aquela permanência de amor em Deus. Na verdade, é mais precioso diante dele e da alma um pouquinho desse puro amor, e de maior proveito para a Igreja, embora pareça nada fazer a alma, do que todas as demais obras juntas (…). Se alguma alma, portanto, tivesse algo deste solitário amor, seria grande agravo tanto para ela como também para a Igreja querer ocupá-la, ainda por tempo limitado, em coisas exteriores ou ativas, mesmo sendo estas de notável importância (…). Afinal de contas, é este amor o fim para o qual fomos criados. Considerem aqui os que são muito ativos, e pensam abarcar o mundo com suas pregações e obras exteriores: bem maior proveito fariam à Igreja, e maior satisfação dariam a Deus – além do bom exemplo que proporcionariam de si mesmos – se gastassem ao menos a metade do tempo empregado nessas boas obras, em permanecer com Deus na oração, embora não houvessem atingido o grau tão elevado como esta alma de que falamos. Muito mais haviam de fazer, não há dúvida, e com menor trabalho, numa só obra, então, do que em mil, pelo merecimento de sua oração na qual teriam adquirido forças espirituais. Do contrário, tudo é martelar, fazendo pouco mais que nada, e às vezes nada, e até prejuízo.”

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